São Caetano lidera ranking das cidades mais seguras do Brasil; veja o top 30

São Caetano do Sul (SP) lidera o ranking de cidades mais seguras do Brasil na edição de 2026 do anuário elaborado pela MySide. A comparação considera a ocorrência de violência letal nos municípios.

O levantamento usa registros do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e dados populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A MySide também aplica correções estatísticas a mortes violentas classificadas como de intenção indeterminada.

A análise abrange municípios brasileiros com dados de 2025 e apresenta recortes para capitais, faixas populacionais, estados e regiões. Cidades com menos de 100 mil habitantes não fazem parte do ranking nacional.

cidades mais seguras do Brasil

Como o indicador se restringe à violência letal, o estudo não mede todos os aspectos da segurança urbana. A publicação também reúne comparações entre localidades e aponta a concentração regional das cidades mais bem colocadas.

São Caetano lidera o ranking nacional de 2026

Na edição de 2026 do anuário da MySide, São Caetano do Sul aparece com taxa de 1,9 assassinato por 100 mil habitantes. Salto (SP) vem em seguida, com 2,2, à frente de Blumenau (SC), com 2,4, Jaraguá do Sul (SC), com 2,5, e Santa Bárbara d’Oeste (SP), com 2,7.

Do sexto ao décimo lugar estão Pelotas (RS), com 2,8; Itatiba (SP), 3,2; Atibaia (SP), 3,6; Cachoeirinha (RS), 3,7; e Jandira (SP), 3,8. Na sequência, Franca (SP) e Valinhos (SP) registram 3,9 cada, seguidas por Santana de Parnaíba (SP), com 4,3, Botucatu (SP), com 4,4, e Americana (SP), com 4,5.

Entre as posições 16 e 20, o ranking reúne São José dos Campos (SP), com 4,7; Indaiatuba (SP), 4,9; Conselheiro Lafaiete (MG), 5,1; Lavras (MG), 5,4; e Joinville (SC), também com 5,4. Barretos (SP) aparece em 21º, com 5,7, enquanto Brusque (SC), Barueri (SP), Jaú (SP) e Gravataí (RS) dividem as posições seguintes, cada uma com taxa de 5,8.

Completam as 30 primeiras colocadas Várzea Paulista (SP) e Palhoça (SC), ambas com 5,9, Novo Hamburgo (RS), com 6,1, e Sertãozinho (SP) e Jundiaí (SP), com 6,2 cada. A lista apresenta as taxas por 100 mil habitantes, permitindo comparar as cidades mais seguras do Brasil consideradas no levantamento.



Capitais e cidades por faixa populacional

Entre as capitais, Florianópolis ocupa a primeira posição, com 11,5 assassinatos por 100 mil habitantes. São Paulo registra 12,3, Brasília, 12,4, Goiânia, 15,2, Porto Alegre, 15,8, Cuiabá, 17,0, Belém, 18,6, Campo Grande, 19,5, e Curitiba, 20,1.

Manaus aparece em décimo lugar, com 20,4, seguida por Palmas, com 23,9; Teresina, 25,3; Rio de Janeiro, 25,4; Rio Branco, 26,7; Aracaju, 28,4; Vitória, 28,8; Boa Vista, 29,1; e Belo Horizonte, 31,0. João Pessoa marca 31,3, Natal, 33,4, São Luís, 36,1, Macapá, 39,6, Porto Velho, 40,6, Salvador, 48,4, Fortaleza, 50,4, Recife, 53,9, e Maceió, 55,8.

Na faixa de 200 mil a 500 mil habitantes, Blumenau lidera com 2,4, seguida por Jaraguá do Sul, com 2,5, e Pelotas, com 2,8; também estão entre as dez primeiras Franca (3,9), Americana (4,5), Indaiatuba (4,9), Barueri (5,8), Gravataí (5,8), Palhoça (5,9) e Novo Hamburgo (6,1). Entre municípios de 500 mil a 1 milhão de habitantes, São José dos Campos ocupa o primeiro lugar, com 4,7, à frente de Joinville (5,4), Juiz de Fora (8,0), São Bernardo do Campo (8,9), Ribeirão Preto (10,1), Osasco (10,4), Uberlândia (11,4), Florianópolis (11,5), Santo André (12,6) e Niterói (12,6).

Para municípios com mais de 1 milhão de habitantes, Guarulhos aparece em primeiro lugar, com taxa de 6,7 assassinatos por 100 mil habitantes. Na sequência estão São Paulo (12,3), Brasília (12,4), Goiânia (15,2), Porto Alegre (15,8), Campinas (16,0), Belém (18,6), Curitiba (20,1), Manaus (20,4) e Rio de Janeiro (25,7); na tabela de capitais, porém, a taxa atribuída ao Rio de Janeiro é 25,4.

Concentração regional e taxas por estado

O levantamento da MySide informa que, entre as 30 cidades mais bem colocadas, 14 ficam em São Paulo, cinco em Santa Catarina, quatro no Rio Grande do Sul e duas em Minas Gerais. A relação nominal das 30 cidades, contudo, inclui 19 municípios paulistas, divergência em relação ao total de 14 apresentado no texto do estudo.

No recorte por estado, Santa Catarina tem a menor taxa indicada, com 7,7 assassinatos por 100 mil habitantes. São Paulo aparece em seguida, com 10,4, e o Rio Grande do Sul registra 11,5; no extremo de maior letalidade estão Amapá, com 44,7, Ceará, com 43,7, e Bahia, com 39,5.

Na comparação entre regiões, o Sul apresenta a menor média, de 12,6 assassinatos por 100 mil habitantes, seguido pelo Sudeste, com 15,6. O Centro-Oeste registra 18,2, o Norte, 26,7, e o Nordeste aparece com a maior taxa regional, de 34,8.



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